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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Mãe Tigre ou Mão coruja?

                                         Mãe Tigre ou Mão Coruja?


Nos Estados Unidos foi lançado um livro polêmico. É a história de uma professora de direito, filha de imigrantes chineses, que narra sua trajetória como mãe. Até aí, nada de assustador. Entretanto, alguns relatos impressionam. Se a filha errasse, era chamada de “lixo”. Se as lições de piano não fossem perfeitamente executadas, a mãe ameaçava dizendo que queimaria todos os bichos de pelúcia. Atividade extra? Só se as filhas prometessem tirar medalha de ouro. Caso contrário, nem pensar! Em matemática, eram obrigadas a estar dois anos na frente de seus colegas. Além disso, uma série de proibições. Disciplina excessiva! Essa mãe, autora do livro “Battle Hymm of the Tiger Mother” (Hino de Batalha da Mãe Tigre) critica a maneira ocidental de criar filhos dizendo que somos muito permissivos e não exploramos o potencial deles.

Mas afinal o que é certo ou errado na criação dos filhos?
Fui presenteada por participar de uma palestra com o piscólogo e professor de Matemática Marcos Méier, e foi discutido os três perfis mais problemáticos:
Perfil autoritário – atrapalha o desenvolvimento da autoestima e da personalidade das crianças. O maior índice de suicídio entre crianças e adolescentes está aqui.

Perfil superprotetor – não desenvolve a autonomia das crianças fazendo-as frágeis emocionalmente e dependentes de alguém que oriente e diga o que fazer em cada situação. Quando adultos, têm dificuldades em aceitar novos projetos e medo de tomar iniciativa.

Perfil negligente (a maioria dos pais ocidentais) – é o pior perfil de educador. Seus filhos não desenvolvem autonomia, têm baixa autoestima e não resistem às frustrações da vida.
Os três perfis trazem problemas para o desenvolvimento da  personalidade das crianças.Mas então, o que fazer?
O melhor é assumir o perfil “participativo” no qual os pais equilibram muito bem as exigências e as obrigações com o estar junto, brincar, ouvir, conversar, incentivar e, principalmente, construir um bom vínculo com os filhos. Pais participativos têm filhos felizes e realizados como seres humanos. Se a “mãe tigre” tem perfil autoritário, erra. Se a “mãe coruja”, que tem a tendência de superproteger aceitando como “lindo” qualquer resultado de seus filhos, também erra. O ideal é o equilíbrio: ser participativo. É científico, real, de muito bom senso e ideal para crianças emocionalmente saudáveis!
Obrigada ao grande mestre Marcos Méier.
Postado por Waleska Aleixo

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